Hoje celebra-se o dia Mundial da Gratidão! E que dia importante este!
De acordo com a investigação este sentimento tem um impacto muito positivo em quem o vive. Ora vejam:
1) São mais felizes, menos depressivos, menos stressadas, mais confiantes e mais satisfeitos não só com a vida como também com as suas relações;
2) Têm menor tendência para evitar problemas, entrar em conflito e terem sentimentos de culpa;
3) São mais eficazes perante as dificuldades, uma vez que há uma maior procura de ajuda, e tornam-se rápidos a aprender com os erros.
De facto, valorizar os aspetos positivos que vivenciamos, torna-nos instantaneamente mais autoconfiantes e vemos possibilidades que nunca percecionamos como possíveis. Criamos mesmo um padrão neuronal que nos permite ver a realidade de uma forma mais capaz e ajustada. Portanto é de extrema importância trabalhar este sentimento desde cedo com as crianças! Mas como?
1) Dar o exemplo é sempre, sempre, sempre importante. Portanto se agradecermos pelas pequenas coisas as crianças aprenderão a fazer o mesmo. Devemos ser tão mais específicos quanto conseguirmos. Agradecer por coisas globais como saúde e trabalho é batota! Há que descobrir o que tornou cada dia especial e único! E acreditem que os dias mais terríveis têm sempre algum minuto bom: o senhor do Opel que me deixou passar na VCI, a rececionista que nos recebeu com um sorriso tão grande, os senhores da câmara que estão a arranjar o nosso passeio debaixo de um calorão....
2) Todos os dias, antes do beijo de boa noite, podem ambos responder à pergunta “O que queres agradecer no dia de hoje?”. Assim a última memória do dia será sobre o que aconteceu de maior valor, potenciando também um sono mais tranquilo.
3) Para as crianças já em idade escolar podemos construir com elas um Caderno de Gratidão, em que vão apontando o que os fez sentir gratos nessa semana: o jogo de futebol com o pai, o gelado que a mãe fez para mim, a tarde de cinema na sala, a visita da avó, etc. Criamos assim um livro de memórias positivas que nos lembram do quão felizes somos. Podemos criar cadernos individuais (sim, cá em casa eu também tenho um), ou cadernos de família em que todos escrevem no mesmo. E acreditem, nos dias em que achamos que tudo está de pernas para o ar, basta pegarmos nestes diários para percebermos que estamos mesmo enganados!
4) Aos mais pequeninos, que ainda não compreendem este sentimento abstrato, é sempre bom abordarmos primeiro o tema de uma forma mais lúdica e simples. O livro infantil é sempre uma ótima opção. Deixo-vos aqui a sugestão de dois que são simplesmente deliciosos:

Obrigada. Não imaginam o quão grata me sinto por partilhar ciência e amor com todos vocês.





